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Foto: Laura Ziemer

Nota de Abertura

Bem vindos

Bueno amigos, tenho pra mim que apartir do momento que levantamos a bandeira de um movimento seja ele qual for e decidimos pelear pelo mesmo, significa que acreditamos nesta causa. Portanto lhes apresento "Toadas da Noite Linda" um espaço para expor o canto e a poesia que acredito ser sincero e puro, sem pretenções. Espaço este onde encontraremos obras de precursores do movimento nativo e terrunho do Rio Grande do Sul, que nos nortearam e norteiam até hoje um rumo a seguir, mesclado a outros tantos poetas, cantores, cantadores e instrumentistas que tenham comprometimento com esta causa tão nobre que é a arte e a cultura, o bem maior de um povo.
Por tanto de porteira aberta e mate pronto lhes convido que adentrem e sintam-se à vontade "mi casa es su casa".
E de regalo, ao recebê-los lhes ofereço um verso abaixo que resume minha intenção, do grande mestre "Noel Guarany".

"Procura-se"

Procura-se um meio de sensibilizar as massas para aprenderem a compreender a mensagem do amor, ódio e fraternidade, de quem com seu humilde instrumento musical anda a clamar.
- Amor pela terra, para que a tratem bem.
- Ódio para aqueles que desrespeitosamente desprezam as humildes, mas sinceras manifestações líricas voltada para o terrunho.
- Fraternidade para aqueles que, feudalisticamente, á custa da política, quiseram nos dividir, mas tudo foi infrutífero, porque jamais irão estancar a cultura das nossas fronteiras.
Somente com a vontade maquiavélica dos colonizadores culturais, que, deleteriamente buscam descaracterizá-la.
Mas nós, os payadores da América, com a guitarra na mão, não deixamos sucumbir, pois a soma traduz seis letras importantíssimas: "PÁTRIA".
"Assim queremos ver a Pátria / Andar por trilhas singelas / Pátria não é sociedade / São ânsias verde-amarelas / Queremo-la una e liberta / Sem bichos e sem mazelas".


(Noel Guarany)

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

APARICIO SILVA RILLO

No dia 8 de agosto de 1931 nascia na cidade de Porto Alegre Apparício Silva Rillo, poeta, folclorista e escritor com destaque no que há de melhor da poesia gaúcha.

Original e inventivo, suas imagens se mesclam às coxilhas e aos campos, sendo o ritmo, um tropel de vigorosos cavalos.

Em 10 de outubro de 1953, aos 22 anos vai morar em Nhu-porã, distrito de São Borja e à partir de 1957 adotou-a como sua terra, da qual sempre teve orgulho de falar em seus poemas e musicas.

Seus versos passeiam pelos quatro cantos do Rio Grande, sendo assim o maior poeta que São Borja conheceu.

Em 1959 escreveu seu primeiro livro de poesias, “Cantigas do Tempo Velho” e a partir desse vieram mais 40 obras, entre elas, poesia, prosa, peças de teatro, novelas, teses, monografias além de folclore e história.

Foi membro da Academia rio-grandense de letras e da Estância da Poesia Crioula, premiado em concursos de nível regional, nacional e internacional.

Dono de uma inteligência e sensibilidade privilegiadas e de bom coração era amigo dos amigos...

Rillo continua sendo reconhecido e aplaudido por todos, deixou um imensurável trabalho que ficará gravado nas paginas da história e aqui deixo um em destaque que me parece sublime aos ouvidos a ao coração pela magnitude que alcança.

Fabricio Vasconcellos - Poema Circular

http://www.4shared.com/mp3/J6DMHcTp/Poema_Cicular.html

Fabricio Vasconcellos - Lua Cheia de agosto/Mormaço Brabo

quarta-feira, 11 de julho de 2012

MUCHA LUZ, LA NEGRA

La Negra assim tornou-se popularmente conhecida, pelos longos e lisos cabelos negros, a grande cantora da alma latino-americana, uma das maiores vozes da América latina, refiro-me à cantora Argentina Mercedes Sosa, que, se viva, estaria completando setenta e sete anos no mês de Julho.

Mercedes nasceu em San Miguel de Tucumán, ao noroeste da Argentina, cidade onde foi assinada a declaração de independência da Argentina, em 9 de Julho de 1816, na casa de propriedade de Francisca Bazán de Laguna, que foi declarada monumento histórico Nacional em 1914.

Mercedes sempre foi patriota, afirmou inúmeras vezes que “pátria só temos uma”, foi também uma árdua defensora do Pan-Americanismo e da integração dos povos da América Latina.

De ascendência mestiça, mistura de europeus com ameríndios, francesa e dos indígenas do grupo quéchua.

Iniciou sua carreira em 1950, aos quinze anos de idade, quando venceu uma competição de canto organizada por uma emissora de rádio de sua cidade natal e ganhou um contrato para cantar por dois meses.

Em 1961 gravou seu primeiro álbum intitulado “La voz de la Zafra”, publicado em 1962 com participação ativa no festival folclórico nacional, fez com que se tornasse conhecida entre os povos indígenas de seu país.

Nos anos seguintes, Sosa interpretou um vasto repertório com diversos parceiros da latino-américa como: Charly Garcia, León Gieco, Antonio Tarragó Ros, Fito Páez e Rodolfo Mederos.

Teve também parceiros internacionais como: Caetano Veloso, Gal Costa, Milton Nascimento, Chico Buarque, Andrea Bocelli, Daniela Mercuri, Joan Baez, Pablo Milanês, Silvio Rodriguez, Nana Mouskouri, Luciano Pavarotti e Sting.

Foi uma voz importante e poderosa encantando e politizando toda uma geração, com seu grande apelo popular tornou-se sem duvidas uma das mais importantes artistas do continente.

Na década de setenta sofreu com a perseguição e a censura, com seus discos carregados de critica social, se converteram em um referencial durante o ultimo governo militar argentino.

Sosa ainda demonstrou oposição durante os governos militares de diversos países da América do Sul nas décadas de 70 e 80.

Por tudo que foi e pelo que fez que eternizou-se e será sempre louvada e cantada pelos povos da latino-américa, exemplo de amor a sua gente e a sua terra.

Gracias Mercedes pelo legado que deixaste muita luz e que sigas cantando e encantando por onde estejas...

"Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me dio el corazón que agita su marco
Cuando miro el fruto del cerebro humano
Cuando miro el bueno tan lejos del malo
Cuando miro el fundo de tus hojos claros

Gracias a la vida que me ha dado tanto
Me ha dado la risa y ne ha dado e llanto
Así yo distingo dicha de quebranto
Los dos materiales que forman mi canto
Y el canto de todos que es mi propio canto"
(Fragmento da música Gracias a la Vida)



Fabricio Vasconcellos /Lua Cheia de Julho - Tempo Chuvoso

DE VOLTA A ORIGEM

Considerada a terceira cidade mais populosa do estado localiza-se às margens do canal São Gonçalo que liga as lagoas dos Patos e Mirim, as maiores do Brasil.

Sua história econômica destacou-se pela produção do charque que era vendido para todo o Brasil e fez a sua riqueza em tempos passados.

Como referencia à sua arquitetura, Pelotas conta com monumentos, paisagens e belas vistas, tanto na zona rural como urbana, que levaram a televisão brasileira a escolher o município por três vezes como cenário para suas produções: Incidente em Antares, A Casa das Sete Mulheres e mais recentemente o filme O Tempo e o Vento.

Talvez pela proximidade que a arte me trouxe à nossa história, nossas raízes ao passado eu tenha este apreço forte as coisas e aos fatos que constituíram a formação do Rio Grande do Sul e especialmente do meu chão, da minha querência Pelotas!

Refiro-me ao acontecido no dia 7/07/12 um costume de mais de 200 anos atrás foi retratado na travessia de uma pelota (embarcação de couro com pedaços de madeira que originou o nome do município) no arroio Pelotas próximo a Charqueada da Boa Vista em comemoração ao Bicentenário da cidade, lembrando que para montar a estrutura, foram utilizadas as mesmas técnicas e materiais da época em que seu uso era corrente.

Nesta mesma localidade surgiram as primeiras indústrias de charque, base da economia pelotense nos séculos XVII e XVIII, nesta época a carne salgada era transportada neste tipo de embarcação, que era conduzida a nado de uma margem a outra, conforme o representado.

A temperatura da água era de 4 graus, sob um vento sul gelado do inverno do extremo sul do Brasil, Marcos Gomes e Rodrigo Schlee usando trajes típicos da época se aqueciam junto a um fogo de chão feito do outro lado do arroio Pelotas, prestes a promover uma viagem no tempo.

“Ao longe o peloteiro negocia a travessia com o viajante, as orientações são para que o trajeto até a outra margem do arroio seja com êxito. Ao som de fundo de um sopapo, o índio pampeano joga-se na água puxando a pelota com seu passageiro atá seu destino”.



Terra de todos meus sonhos
Princesa do Sul bonita
O meu amor não tem fim,
Como uma rua Infinita.

Pelotas minha cidade
Lugar onde nasci,
Ando nos braços do mundo,
Mas sempre volto pra ti!
(vitor Ramil)




A pelota foi confeccionada pelo Parque do Gaúcho de Gramado para homenagear Pelotas, bem como a travessia em homenagem ao bicentenário da cidade.

Fabricio Vasconcellos / Lua Cheia de Julho - Tempo Chuvoso

sexta-feira, 22 de junho de 2012

El Che

Após uma breve leitura na biografia de “Che” Guevara, e tendo em vista a realidade vergonhosa em que o Brasil vem se arrastando há algum tempo, chego à conclusão, que somente um exército de “Guevara” para pôr em ordem este circo que se tornou nosso país.

Acredito muito no poder do nosso povo, porém os mesmos desconhecem a sua força. Digo isso, comparando a outros países, onde ao se deparar com certas barbaridades cometidas pelos governantes, os mesmos se unem, vão para as ruas e reivindicam por esclarecimentos, literalmente param tudo até que se tome uma providência.

Enquanto aqui alguns grupos isolados esboçam a sua intolerância com manifestos nas redes sociais ou até mesmo com protestos, muito importante, porém com pouca conseqüência.

Não estou dizendo isto para promover uma revolta ou tampouco transparecer que sou de esquerda, sou somente mais um cidadão indignado com tanta injustiça, impunidade e favorecimento aos corruptos.

Acho importante refletirmos sobe o assunto, claro que não vamos resolver todos os problemas do país, mas nos impondo de maneira organizada e unida de certo que terá um resultado bem mais eficaz...

Guevara nasceu numa família de boas condições sociais, desde a adolescência foi incentivado pelos pais a ler livros da biblioteca particular da família e foi nesta fase que entrou em contato com a literatura socialista de Marx, Engels e Lênin.

Se vivo Ernesto Rafael Guevara de la Serna (Che Guevara) teria completado 84 anos no dia 14 de Junho.

Político, jornalista, escritor e médico Guevara foi um dos ideólogos e comandantes que lideraram a Revolução Cubana no período de 1953 a 1959 que levou Cuba a um novo regime político.

A sua figura desperta grandes paixões a favor e contra na opinião publica, tornando-se um símbolo de importância mundial, sendo considerado pela revista americana “TIME” uma das cem personalidades mais importantes do século XX.

Para seus seguidores, Guevara representa a rebeldia, a luta contra a injustiça social e o espírito incorruptível...

Por fim deixo para reflexão dos leitores algumas de suas frases:

“Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura.”

“A argila principal de nossa obra é a juventude, nela depositamos todas as nossas esperanças e a preparamos para receber idéias para moldar o futuro.”

“A revolução acontece através do homem, mas o homem tem de forjar, dia a dia, o seu espírito revolucionário.”

“O verdadeiro revolucionário é movido por grandes sentimentos de amor.”


Vídeo da música "Memórias del Che" cantado por Dante Ramon Ledesma no DVD Ao Vivo 20 anos Vol.1.

Fabricio Vasconcellos / Lua Nova de Junho.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

AS MÃOS IMORTAIS DE AVENDANO Jr.

Faleceu no fim da tarde da ultima sexta-feira, aos 73 anos, o instrumentista Avendano Jr. Cavaquinista e compositor, Avendano era um solista ímpar e um nome respeitado no choro do país.Faleceu no fim da tarde da ultima sexta-feira, aos 73 anos, o instrumentista Avendano Jr. Cavaquinista e compositor, Avendano era um solista ímpar e um nome respeitado no choro do país.

Gaúcho considerado patrimônio histórico da sua cidade apresentou-se por vários anos com seu regional no Bar Liberdade no centro de Pelotas/RS.

Conheceu Valdir Azevedo em 1937, em sua residencia em Brasília/DF.

Teve uma das sua canções chamada "Assim Traduzi Você" música que Avendano compôs com dedicatória a sua esposa, Rita Avendano gravada no LP "Minhas Mãos Meu Cavaquinho".

Avendano gravou apenas um LP em toda sua vida musical, mesmo sendo um excelente compositor e brilhante instrumentista, declarou não ter nascido pra ser artista, optando apenas por tocar cavaquinho por pura satisfação.

Guardava com muito zelo um dos cavaquinhos que pertenceu a Valdir Azevedo e que lhe fora presenteado por dona Olinda Azevedo.

Recentemente, Avendano apareceu no documentário O Liberdade, sobre o tradicional bar de mesmo nome, em Pelotas.

Deixa um grande legado para a música regional e brasileira por seu talento e simplicidade.


“Eu nasci pra tocar cavaquinho, menos ser artista”


"Eu nasci pra tocar cavaquinho, menos ser artista"



Show gravado em 1983, no DF, para homenagear o terceiro aniversário da morte do mestre Vardir Azevedo. Avendano toca esse clássico, que Valdir gravou em 1976, num dos principais discos de choro brasileiro, que leva o título dessa música linda. No disco ainda tem a música de Avendano. Assim Traduzi Você. O conjunto que acompanha é o mesmo de Valdir.

terça-feira, 19 de junho de 2012

TROVADOR DE RAIZ

Porto alegre 19 de Junho de 1919 nascia Leovegildo José de Freitas, ás margens de uma estrada de chão batido que na época era a principal ligação entre Porto Alegre e o Litoral Norte, no Bairro Passo D’areia zona rural de Porto Alegre.

Filho do castelhano Vergílio José de Freitas e Georgina Santos de Freitas, Gildo começou a trabalhar muito cedo, aos oito anos já puxava uma carreta carregada com frutas pela vizinhança.

Posteriormente tornou-se conhecido pelo nome artístico de “Gildo de Freitas” cantor e compositor possuía um estilo próprio.

Tornou-se um dos maiores trovadores do Rio Grande do Sul, trabalhou em diversas profissões, mas era a rigor um trovador e cantador popular.

Exemplo de autenticidade e devoção a tradição gaúcha, deixou um grande legado seguido por muitos até hoje.

Gildo de Freitas - História dos Passarinhos

Fabricio Vasconcellos / Lua Minguante de Junho - Tempito Chuvoso.

quarta-feira, 23 de maio de 2012

DON ATAHUALPA

Há exatos vinte anos, a arte e a cultura universal, perdiam um dos mais importantes expoentes da musica folclórica Argentina.

Héctor Roberto Chavero, conhecido popularmente por Atahualpa Yupanqui, adotou o pseudônimo em homenagem “Atahualpa e Tupac Yupanqui” os últimos governantes incas.

Cantor, compositor, violonista e escritor argentino, teve suas obras cantadas por reconhecidos interpretes, como Alfredo Zitarrosa, Mercedes Sosa, Ángel Parra, Victor Jara, Marie Laforête e Elis Regina entre outros.

Filho de pai quéchua e mãe basca, aos seis anos, começou a estudar violino e imediatamente guitarra com o concertista Bautista Almirón.

Mas sem duvidas não foram os estudos musicais que realizou que o permitiram descobrir os sons que lhe deram fama mundial, se não as paisagens, a terra, o céu, os homens de sua pátria...

Sobre sua eterna companheira, a guitarra, Yupanqui um dia disse:

“Este instrumento se fez presente em minha vida desde as primeiras horas do meu nascimento, com a guitarra alcancei o sonho”...

Aos admiradores deste ícone que foi Atahualpa, nos resta agradecer por este belíssimo legado!

Tierra Querida

(Atahualpa Yupanqui)

Una voz bella, ¡ quién la tuviera ¡,
para cantarte toda la vida,
pero mi estrella me dio este acento,
y así te siento, tierra querida.

Pero mi estrella me dio este acento,
y así te siento, tierra querida.

Como un guijarro que se despeña,
vaga mi sombra, sueño y herida.
Yo soy arisco, como tus breñas,
y así te canto, tierra querida.

Yo soy arisco, como tus breñas,
y así te canto, tierra querida.

Andaré por los cerros,
selvas y llanos, toda la vida,
arrimándole coplas
a tu esperanza, tierra querida.

Arrimándole coplas
a tu esperanza, tierra querida.

Me dan sus fuegos, cálidos zondas,
me dan sus fuerzas, bravos pamperos,
y en el silencio de las quebradas,
vaga la sombra, de mis abuelos.

Y en el silencio de las quebradas,
vaga la sombra, de mis abuelos.

Lunas me vieron por esos cerros,
y en las llanuras anochecidas,
buscando el alma de tus paisajes,
para cantarte, tierra querida.

Buscando el alma de tus paisajes,
para cantarte, tierra querida.

Andaré por los cerros, selvas y llanos,
toda la vida,
arrimándole coplas
a tu esperanza, tierra querida.

Arrimándole coplas
a tu esperanza, tierra querida.

AtahualpaYupanqui interpreta la zamba de su autoría "Tierra Querida" para el documental "Argentinísima" filmado en 1971 y dirigido por Fernando Ayala y Héctor Olivera.

Fabricio Vasconcellos / Lua crescente de Maio.

terça-feira, 8 de maio de 2012

"EN EL CORAZÓN DE MI MADRE"

Creio que nem o mais inspirado dos poetas conseguirá descrever a sublimidade que envolve o dom de ser mãe.

O mais iluminado dos seres criado por deus, capaz de dedicar sua vida inteira a seus descendentes.

Que por nove meses os gera dentro de si, para então conceber o mais lindo dos gestos, que é dar a luz.

Quem nos ensina a amar, andar, falar e compreender a vida, mesmo sabendo que logo iremos, num ato involuntário de egoísmo, bater asas e abandonar o ninho para construirmos nossa própria vida.

Por tudo isso, desejo que Deus siga iluminando sempre a todas as mães do mundo as quais resumo com quatro palavras: “Vida, Amor e Carinho e Dedicação”

Deixo de regalo a todas as mães este belíssimo chamamé “En el Corazón de Mi Madre” com letra e musica de Kiko Goulart.

En el corazón de mi madre
Encienden brillos de estrellas
Y así va dejando huellas
De esperanza cariño y fe
Y en su destino mujer
El amor es una centella

En el corazón de mi madre
Esta mi "tata" como un sueño
Guarda en su pecho el ceño
De un hombre fiel y compañero
Y tantos recuerdos nocheros
De un acordeón y su dueño

En el corazón de mi madre
Hay un rancho y un fogón
Y cuando hace una oración
La suelta por la chimenea
Pa' que el viento que menea
Lleve Cristo a mi corazón

En el corazón de mi madre
Esta mi guitarra querida
En cada canción perdida
Por años de soledad
Recuerdos de la orfandad
Caminos de una vida

En el corazón de mi madre
Hay un jardín florido
Por el padre sol bendecido
Con aromas mañaneros
Con cantos de gallos y teros
Pa' un galponcito querido


Fabricio Vasconcellos / Lua Minguante de Maio